sexta-feira, 12 de junho de 2009

Quinta Experiência:


Até o presente, temo-nos ocupado com a proibição ou o afastamento da ação muscular.

Interdição da palavra – Chegamos, agora, à proibição da palavra, o que não é senão uma manifestação um pouco mais elevada. Achareis, talvez, que é difícil impedir a uma pessoa acordada que se lembre do seu nome e que o enuncie em voz alta, mas, se você não se esquecer do que eu já havia dito antes sobre a mente não aprender senão uma única idéia num dado tempo, compreendereis como esta experiência é tão fácil de se levar a efeito como qualquer outra das precedentes. Importa adverti-los, porém, de que só haveis de tentar nos melhores pacientes, isto é, naqueles em que conseguiu bons resultados nas experiências anteriores.

Como dirigir a experiência – Faça que o paciente se mantenha em pé, com as costas voltada para o círculo e coloque e coloque suas duas mãos de cada lado da sua cabeça, como na prova da queda para frente e peça, como anteriormente, que olhe fixamente em seus olhos, enquanto você dirige seu olhar para a base do nariz dele, como de costume. Incline a cabeça

ligeiramente para o seu lado e diga em tom penetrante: “Preste muita atenção. Esqueceste seu nome. Não pode mais pronunciá-lo. Já não lembra mais dele. Não sabe mais. Não pode mais produzir este som, esqueceu”. Retire sua mão e recue um passo. Coloque seu dedo na base do nariz dele e repita claramente: “Não pode pronunciar seu nome”. Deixe um tempo de três ou quatro segundos para ele fazer a tentativa e bata palme, dizendo: “Muito bem, pode dizer, agora. Qual é?” Então, ele o pronunciará imediatamente em voz alta, em tom de grande alívio.

Não pode pensar nem falar – Não é justo o pretender que ele se lembrasse do seu nome e pudesse tê-lo pronunciado, porque em tal caso, como já tenho achado em muitos outros, a memória e a palavra se tornaram impossíveis, ainda que o paciente apresente toda a aparência de um ser acordado. Sem dúvida, ele está desperto, mas incontestavelmente também é certo que se acha em estado anormal. Ele sente que assim é, mas é certíssimo que está num estado de concentração que precede o estabelecimento da hipnose, se desejarmos chegar a ela pelas experiências no estado de vigília.

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