
Não tente esta experiência sem estar bem senhor das anteriores.
Escolha, dos seus pacientes, aquele que julga ser o mais sensível, e faça-o
sentar em uma cadeira, de costas para o círculo.
Oclusão dos olhos – Mantendo-se de pé na sua frente, diga-lhe que
dirija os olhos para os seus e não os desvie. Quando ele tiver olhado desta
maneira durante uns dez segundos, feche os olhos dele com seus dedos e
ponha seu polegar e indicador sobre pulso dele, dizendo-lhe que olhe,
concentrando o seu olhar. Recomende, também, muito devagar e de modo
que o impressione: “Não pense nem raciocine um minuto”. Empregue todas
as forças concentradas da sua vontade e da sua imaginação em acreditar no
que está dizendo: “Logo que eu retirar os meus dedos, perceberá que já não
pode abrir os olhos. Terá perdido o domínio dos músculos das suas
pálpebras, os seus olhos ficarão estreitamente fechados, inteiramente
cerrados e não se abrirão”.Resultado de uma idéia fixa – O paciente moverá as sobrancelhas,
esforçando-se, em vão, para abrir os olhos, visto que lhe ordenaram que não
os abrisse, mas produz-se a mesma falta de domínio que a união das mãos,
dado precedentemente. Permita-lhe que faça todo o possível para abrir os
olhos, e ele o conseguirá depois de um lapso de tempo de dez a doze
segundos. É bom fazer um duplo ensaio desta experiência, a fim de que,
depois de haver aberto os olhos, possa dizer: “Muito bem, achastes a coisa
dificílima, não é verdade? Vamos, agora, refazer a experiência e, desta vez,
não poderá abri-los enquanto não lhe der permissão”. Proceda, então,
exatamente da mesma forma que antes, mas quando ele fizer diversas
tentativas sem efeito para abrir os olhos, pode bater palmas e acrescentar:
“Muito bem, por agora, a influência está acabada, Recuperará agora o
domínio de si mesmo. Abri os olhos; desperta completamente”.
Ação de tranqüilizar o paciente – Depois desta experiência que te
conduz ao hipnotismo real, fará bem em por as mãos sobre a fronte do
paciente e em falar-lhe de um modo tranqüilizador. Eu desejaria que pudesse
fazer nascer no paciente uma tal condição mental, que ele se sentisse
satisfeito e com boas disposições. Eu queria que fizesse ele ver que é seu
amigo – pode facilmente – e que tivesse o cuidado de que nada lhe fizesse
mal, seja o que for. Fazei com que suas palavras animem nele um sentimento
de relações amistosas e de inteira confiança. Verá que, nesse período, ele se
tornará tão interessado como você nesta experiência e fará sempre todo o
possível para prestar atenção quando dela tiver necessidade: não necessita de
mais nada para retirar dela todo efeito desejado.
É impossível não ser bem sucedido – Lembre de que não pode
fracassar em nenhuma experiência que acabo de descrever se escolhe
pacientes adequados e se observa cuidadosamente, nos seus mínimos
pormenores, todas as instruções que tenho dado, não omitindo nenhuma
delas.
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