A experiência adquirida nos ensaios anteriores fortificarão sua confiança, fazendo-o compreender os princípios do hipnotismo. Depois de algumas experiências, estais certos de haverdes desenvolvido um ou mais pacientes bons que podeis fazer entrar nas fases mais adiantadas do hipnotismo, como fica indicado nas lições que se vão seguir e com as quais podeis dar um espetáculo de uma profunda impressão, na presença de estranhos e de observadores dados à crítica. Não é prudente experimentar com pacientes novos, diante dos críticos, a não ser que já seja um mestre na arte. A sua presença exerce um efeito sobre vos e seu paciente, cujo interesse e atenção inteira devem, como já deixei explicado, ter um fim único e cuja tarefa delicada é assegurar absolutamente condições harmoniosas e eliminar voluntariamente a dúvida ou análise mental da pessoa. À medida que vai se tornando experimentado no manejo de pacientes que já desenvolveste, vai adquirindo, inconscientemente a “Destreza” que se ganha na familiaridade de todo e qualquer processo e os vossos bons resultados aumentarão em proporção direta dos processos que fizerdes, tanto com os novos como com os pacientes já provados.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Conclusão
Sexta Experiência:
Chegamos, agora, a uma experiência que apresenta uma significação inteiramente particular, tanto mais que ela mostra como, obtido o domínio da mente de uma pessoa em estado de vigília, podemos provocar nela uma alucinação de sensação que, naturalmente, tem um fim: o de fazer sobressair o valor do hipnotismo como agente terapêutico.
Método para afetar as sensações do corpo – É a todos compreensível que, se no estado de vigília, podemos provocar uma sensação de calor na mão de uma pessoa, podeis facilmente fazer uso da sugestão inversa para a febre ou casos semelhantes e, no leito dos doentes, enquanto o paciente está bem acordado, atenuar consideravelmente o aborrecimento causado pela febre ou calor excessivo, por sugestões positivas de frescura e bem estar. O meu interesse, nesta introdução, não é fazer você entrar nas fases do hipnotismo considerado como terapêutico, mas não posso resistir à oportunidade que aparece de mostrar quanto este trabalho se relaciona de perto com as ações benéficas que se podem praticar para reconfortar os doentes. Todo experiência que você for aperfeiçoar, nesta introdução, pode e deve ser desenvolvida sem nenhuma referência a palavra hipnotismo.
mão direita. Quando eu tocar esta mão com o meu dedo, vai experimentar, no mesmo instante, uma sensação de calor que vem vindo de trás da sua mão, até que esta se torne quente e comece a queimar. Lembre que ela há de te queimar,. Terá uma sensação de muito calor. Ela te queimará. Fixe inteiramente sua atenção e sentirá uma dor na mão”. Havendo, com este fato, atraído a sua atenção, tocai muito de leve as costas de sua mão direita com o dedo e dizei, com muito clareza: “Está queimando. Senti calor, está experimentando uma sensação de muito calor, e te queima, está queimando, queimando”. Quando o efeito já se produziu, bata palmas e diga: “Muito bem, acorde: foi-se a sensação”, e tomai, ao mesmo tempo a sua mão direita na vossa e aperte vivamente as costas da mão.
Explicação – Há uma explicação deste fenômeno que muitos podem por inteligentemente em prática na sua vida cotidiana; darei brevemente. Toda e qualquer concentração da mente sobre uma parte do corpo tende a produzir um afluxo de sangue para a parte onde dirigis a atenção. É o que chamamos “derivação do sangue” e é possível, pela firme concentração da sua atenção sobre a sensação de calor no pé, por exemplo, curar-te do estado conhecido como frio nos pés, pelo simples fato da força de sua concentração. É, talvez, um dos mais belos exemplos do poder da mente sobre o corpo; é somente a força da mente afetando a circulação do sangue.
Onde se assenta a base da cura – É realmente sobre tal fato fisiológico que se baseiam as cura operadas pela ciência mental e hipnotismo, assim como pela ciência cristã e pela auto-sugestão. Por isso temos a maior autoridade em falar que o hipnotismo nos põe na posse dos fatos concernentes ao poder de curar que existe no homem individual e baseado no poder que tem o pensamento em produzir o fluxo de sangue. Está, agora, na presença de sua experiência que demandam sua inteira atenção e completa assimilação.
Quinta Experiência:
Até o presente, temo-nos ocupado com a proibição ou o afastamento da ação muscular.
Interdição da palavra – Chegamos, agora, à proibição da palavra, o que não é senão uma manifestação um pouco mais elevada. Achareis, talvez, que é difícil impedir a uma pessoa acordada que se lembre do seu nome e que o enuncie em voz alta, mas, se você não se esquecer do que eu já havia dito antes sobre a mente não aprender senão uma única idéia num dado tempo, compreendereis como esta experiência é tão fácil de se levar a efeito como qualquer outra das precedentes. Importa adverti-los, porém, de que só haveis de tentar nos melhores pacientes, isto é, naqueles em que conseguiu bons resultados nas experiências anteriores.
ligeiramente para o seu lado e diga em tom penetrante: “Preste muita atenção. Esqueceste seu nome. Não pode mais pronunciá-lo. Já não lembra mais dele. Não sabe mais. Não pode mais produzir este som, esqueceu”. Retire sua mão e recue um passo. Coloque seu dedo na base do nariz dele e repita claramente: “Não pode pronunciar seu nome”. Deixe um tempo de três ou quatro segundos para ele fazer a tentativa e bata palme, dizendo: “Muito bem, pode dizer, agora. Qual é?” Então, ele o pronunciará imediatamente em voz alta, em tom de grande alívio.
Não pode pensar nem falar – Não é justo o pretender que ele se lembrasse do seu nome e pudesse tê-lo pronunciado, porque em tal caso, como já tenho achado em muitos outros, a memória e a palavra se tornaram impossíveis, ainda que o paciente apresente toda a aparência de um ser acordado. Sem dúvida, ele está desperto, mas incontestavelmente também é certo que se acha em estado anormal. Ele sente que assim é, mas é certíssimo que está num estado de concentração que precede o estabelecimento da hipnose, se desejarmos chegar a ela pelas experiências no estado de vigília.