terça-feira, 26 de maio de 2009

Curso de Hipnose



INTRODUÇÃO
É de extrema importância que o discípulo preste particular atenção à
essência da presente introdução, porque ela versa não somente sobre a
filosofia de fenômenos, cuja explicação será dada no corpo do manual, senão
também sobre uma série de experiências a realizarem-se no estado de vigília,
que lhe permite adquirir gradualmente, e por fases suaves, aquele domínio e
aquela confiança em si próprio, sem os quais lhe será impossível ser bem
sucedido na vida ou tornar-se um hipnotizador de sucesso.
Valor do desenvolvimento da Força de Vontade – A qualidade mais
admirável que o ser humano pode adquirir é a de impor a sua vontade aos
outros; essa qualidade que denominamos força de vontade, magnetismo, etc.,
firma suas raízes na confiança em si mesmo, que um estudo desta série de
lições pode desenvolver até nos indivíduos mais tímidos e arredios. Para
Fazer me entender mais claramente, digo que a modéstia e a timidez, esses
dois obstáculos à fortuna, seja qual for o nome que se dê, desaparecerão por
completo no caráter daquele que seguir com cuidado as instruções que se
ministram nesta série de lições.
É necessário fazer experiência constantemente – Ao discípulo não basta,
porém, só a leitura deste curso, e nem ainda deve ele pô-la à parte, dizendo a
si mesmo que já sabe o suficiente para, de futuro, poder fazer algumas
pequenas experiências, quando se lhe apresentar a ocasião. É absolutamente
essencial que aproveite cada oportunidade que se lhe depare, a fim de
realizar cotidianamente uma ou mais experiências deste gênero. Aviso
também que deve tornar-se perito em cada experiência antes de passar as
outras.
O objeto destas experiências – Para esse fim, apresento aqui uma série de
seis experiências Graduadas, cujo objetivo é desenvolver no operador aquela
ponderação no caráter, à qual denominamos confiança em si mesmo, e
mostrar-lhe, ao mesmo tempo, a base das leis pelas quais o hipnotismo se
tornou um fato científico. A primeira coisa que o discípulo deve não
esquecer é o não haver necessidade de adormecer o paciente para conseguir
nele a produção de fenômenos do hipnotismo nas suas primeiras fases.

Como evitar o fracasso – Muito naturalmente, o principiante tem receio,
antes de tudo, do fracasso, e do ridículo que pode ocorrer; mas, como acabo
de dizer, pode, desde o começo, previnir-se contra estes dois inconvenientes.
Em primeiro lugar: - omitindo com cuidado a palavra “hipnotismo” e
arredando a idéia de que tais experiências são de caráter hipnótico. Pode
chamar, se quiser, de experiências curiosas sobre as atrações magnéticas ou
nervosas, ou técnicas de relaxamento, afastando o fato real.
Em segundo lugar: - explicando com muito cuidado este fato tão
evidente, que o bom resultado da experiência depende inteiramente da força
do poder da vontade e da concentração exercida pelo paciente. O operador é
um simples guia; se o paciente dispõe de força de vontade para repelir com
energia e afastar de sua mente todos os outros pensamentos, é seguro o bom
êxito. Depois de explicar isto aos pacientes e mostrar claramente que o
interesse e o valor das experiências se assentam inteiramente sobre a
inteligência determinada da cooperação deles.
Se bem explicado estes fatos, evita-se o ridículo, preparando-se para o
bom resultado.
Experiência no estado de Vigília. – As experiências seguintes têm por fim
demonstrar que uma pessoa pode exercer um império sobre outra pessoa,
quando esta está de plena posse das suas faculdades despertas:

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